segunda-feira, 20 de julho de 2015

Ministério #MIMIMI


por Lucas Schultz, com contribuições de Bruno Lorscheiter e Gustavo Ferelli.

(Aviso: só leia esse texto se for até o final. Caso contrário, não fará sentido. Quem avisa, amigo é.) 

Tem texto que dói para escrever. Este aqui é um. Demorei um bom tempo tendo conversas e mais conversas a respeito do assunto, lendo e digerindo informações. É difícil falar sobre igreja, sobre crente, sobre fiel, sobre evangélico. Esse assunto sempre tende à polêmica e fica difícil se posicionar quando a gente fala disso. Qualquer adjetivo vira uma bomba-relógio. Ainda assim, pretendo falar aqui sobre aquele mesmo duelo de sempre, nas igrejas: a constante rixa entre os crentes, que cobram cristianismo dos outros, e os outros, que cobram cristianismo dos crentes. Mas, mais do que isso, vou falar do extremismo que há no discurso dos críticos e dos criticados; aqueles que falam mal e aqueles que ouvem pior ainda. Mas, como muito mais vasto é o material falando acerca dos críticos, falarei mais sobre os criticados. Pelo que tenho visto, a intransigência parece abundar em ambos os lados. A coisa tá feia. De uns tempos pra cá, chegamos ao absurdo de discutirmos fé sem em nenhum momento falarmos disso. Vociferamos, acusamos, interrogamos, pisoteamos, caluniamos, tudo em defesa de nossas crenças. E quando digo nossas, é porque são nossas mesmo. Nossas e de mais ninguém. Mas vamos parar de enrolação e começar de uma vez, falando desse tal antagonismo. De mimimi, já chega o assunto.

terça-feira, 14 de julho de 2015

O sentimento de estar na conferência geral




Por Camila Freire


Desde ontem, dia 02 de julho, a Igreja Adventista do Sétimo Dia está em festa. A 60a Conferência Geral acontece na cidade texana de San Antônio. É um evento peculiar, gigantesco e inspirador.
Ando pela cidade como se fosse o campus de um dos nossos colégios. Os habitantes da cidade se espantam, positivamente, com a quantidade simplicidade e simpatia desses tais adventistas que encheram os hotéis, mercados e ruas. Ontem, a porta-voz da prefeita disse que os restaurantes ate acrescentaram no cardápio queisadillas de tofu para atender esses visitantes especiais.

Por onde vou ouço línguas diferentes e vejo roupas e comportamentos interessantíssimos. Como quando tirei uma foto para um grupo de indianas vestidas com sua roupa tradicional e ao perguntar se a foto estava boa a resposta foi uma balançada de cabeça para os lados com um sorriso. Pensei que tinham dito que a foto tinha ficado "mais ou menos", mas era o jeito "alegre" delas agradecerem. Sai achando graça da simpatia das moças e da forma diferente como cada um mostra a sua.

Uma das coisas mais lindas de presenciar foi o louvor do culto da primeira noite. Cantamos com vigor o hino " oh! Que esperança". Cada um na sua língua. Aquele lugar tremeu. Me arrepiei e os olhos se encheram d'agua. É, pra mim, a maior representação do quão diferentes somos por fora, porém quão iguais somos nas nossas convicções e esperança. É então que sentimos a união da igreja e o propósito que nos traz até aqui.