domingo, 22 de março de 2015

We speak, You speak, They are saved





Gary Krause, filho de missionários australianos, desenvolve um grande ministério na Conferência Geral da IASD como responsável pela ação missionária adventista ao redor do mundo. Hoje ele falou ao IV Congresso de Teologia do UNASP-C2 e compartilhou um pouco de suas percepções e expectativas acerca da missão.

Mas o que quero compartilhar aqui, com meus colegas teologandos e futuros candidatos, foi a resposta que me deu, na saída, à seguinte pergunta: "olhando para trás, em seu ministério tão bem sucedido, o que você teria feito diferente? Que conselho daria para nós que estamos nos preparando agora?"


Ele parou por alguns segundos enquanto desviava os olhos de mim para procurar a resposta em algum cm2 do chão. "É uma boa pergunta", disse sorrindo, e continuou: "já errei muito na vida e, sem dúvida, há uma série de coisas que mudaria se pudesse voltar ao passado. No entanto, se preciso pontuar apenas uma, devo dizer que tiraria mais proveito do meu tempo para aprender um outro idioma. Se eu não tivesse desistido dos meus estudos de francês, por exemplo, hoje meu ministério seria muito mais sólido, eficiente e de maior alcance."

Temos tido excelentes palestras e palestrantes ao longo destes dias de Congresso sobre a missão adventista, e temos nos banhado em argumentos bíblico-teológicos, sociológicos e racionais bem construídos sobre a necessidade de se alcançar os quase inalcançáveis. Mas parece que sempre que a abordagem se torna prática, o inglês emerge como prioridade.

Sim, é impossível enfatizar demais este ponto. É claro que antes do aprendizado de um idioma deve estar a paixão pelo evangelho e por ganhar corações para Cristo, mas é preciso entender que a igreja está inserida num mundo globalizado e "pequeno" demais para se ignorar o idioma através do qual tantas almas podem ser ganhas para o Reino de Deus.

A IASD no Brasil vive atualmente, como sabemos, uma "crise de chamados" para novos pastores. A cada ano uma quantidade crescente de recém-formados têm amargado a falta de oportunidades no ministério. Ora, a verdade é que não há falta de oportunidades no campo missionário! Como disse Conrad Vine, diretor da Adventist Frontier Missions, se você tem convicção de que Deus lhe chamou para o ministério, esteja preparado para assumi-lo, onde quer que Ele queira.

Não tenha medo de aprender uma língua nova. Tenha medo de recusar desafios.