segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

O Pastor e o dinheiro



Por Felipe Benfenatti

Escrevi o título “O Pastor e o dinheiro” ao invés de “O teologando e o dinheiro” por uma simples razão: enquanto somos teologandos, parece não haver nenhuma relação entre nós e o dinheiro. Aliás, dinheiro parece algo que nunca teremos o bastante, mesmo que ao formar consiga o tão sonhado chamado. É por esse e outros motivos que não nos preparamos para algo que um dia pode nos acontecer. Como Pastor, é nossa responsabilidade não só administrar as finanças pessoais e familiares, como também administrar bem as finanças da igreja.

O que fazer então? Se não temos dinheiro ou só conseguimos o suficiente para nos manter agora, por que se preocupar com o futuro?


Segundo alguns presidentes de associações da IASD, o problema maior de desistência ou exclusão de pastores da obra hoje é causado por dívidas.

O ideal do cristão é que tenhamos uma vida simples que, segundo o escritor e filósofo Mario Cortella significa ter suficiência de recursos para existir, prover futuro e repartir”.  

Mario Cortella: ter suficiência de recursos para existir, prover futuro e repartir”.  


Outra frase atribuída a John Wesley diz assim: 
Ganhe o máximo que você puder, poupe o máximo que você puder e doe o máximo que você puder”.

 Precisamos fazer o que for possível para conseguir recursos suficientes para bancar o nosso padrão de vida. Aqui abro um parênteses: [ Se você seguir os conselhos bíblicos e do espírito de profecia quanto ao padrão de vida indicado por Deus, você aprenderá a ser feliz com pouco, sobrará para investir no seu futuro e poderá repartir com mais eficiência]. Nesse planejamento deve ser levado em consideração o seu futuro. Não temos domínio sobre ele, mas podemos nos programar para possíveis eventualidades que podem vir acontecer.

E por fim, se prepare também para repartir. Repartir é diferente de dividir. Quando Jesus multiplicou os pães ele não dividiu os pães e peixes que ele encontrou. Se ele somente tivesse dividido, sobraria no máximo poucas escamas para algumas pessoas. Ao invés disso, ele multiplicou e depois repartiu. Nossos recursos serão mais úteis se, ao invés de somente dividir, fizermos um plano para multiplica-los para sermos mais eficientes na hora de ajudar o próximo.

Minha intensão nesse texto é instigar você a buscar livros, vídeos e até mesmo uma assessoria financeira a fim de aprender mais sobre o assunto e evitar que ocorra no futuro problemas causados pela falta de conhecimento.

Para começar a conhecer um pouco mais sobre o assunto indico a leitura dos livros do escritor e planejador financeiro Gustavo Cerbasi. Em especial o livro dele com o título “ Casais inteligentes enriquecem juntos”.



Desejo que você tome boas decisões na sua vida hoje e que essas decisões possam dar bons frutos no futuro.