domingo, 17 de agosto de 2014

Educando para a eternidade

Por Alex Galindo,
Para minha mãe Marly Galindo, e todos os amados aqui mencionados

Professora Marly Galindo
Sou filho de um pai ateu e uma mãe crente. E a despeito de sua falta de fé, meu amado pai nunca se opôs que eu fosse à igreja ou a acampamentos evangélicos (ele até mesmo me levava para tais lugares). Mas se eu perguntasse para ele sobre Deus ele expressava a sua fé. Ele era um cara de um QI elevadíssimo, considerado superdotado. Um autodidata. Ele contudo sofria constantemente com sua timidez e com sua depressão. E ele desejou (e verbalizou) o seu desejo de que eu fosse diferente dele. Por isso não se importava em pagar o preço que fosse para que eu passasse as férias inteiras em acampamentos e atividades sociais.


Fogueira no Acampamento Boas Novas
Nasci no mesmo ano que meu vizinho do 9º andar, o Magrão (Marcelo Pall). A tia Célia, sua mãe, e a tia Ceili (evangélicos presbiterianos) me convidaram para ir com o Magrão em um acampamento interdenominacional chamado Acampamento Boas Novas. E lá fui por várias férias desde os meus 8 anos. Lá ouvi as primeiras histórias da Bíblia. Ouvi meu primeiro chamado a ser pescador de homens. Ouvi sobre Daniel e seus amigos e várias outras histórias que me pareciam às vezes encantadoras, às vezes absurdas. Contudo eu tive não só contato com histórias “exóticas”, mas eu entendi e testemunhei que existia o sobrenatural. Foi lá que aprendi a amar a Cristo.




Minha amada mãe então desejou que eu tivesse contato com alguma igreja. E comentando com uma colega de trabalho, Heldy Cardoso, recebeu um convite: "Traga seu filho vestido com 'roupas de igreja' aos sábados que eu levo ele pra igreja e trago de volta". Assim, essa boa mulher fez por um bom tempo me levando na igreja adventista de Moema em São Paulo. Eu, criança, não entendia tudo, mas gostava da escolinha sabatina. 

CoASA
Alguns anos mais tarde, na 4º série do Ensino Fudamental eu “briguei” com uma professora de português e quis mudar de escola. Heldy então me convidou para estudar na escola onde seu pai era diretor, o Colégio Adventista de Santo Amaro. Assim meu contato com a Igreja e sua mensagem foi se intensificando.









Pr Giliard G. Ferreira
Quando cheguei ao colegial, minha mãe quis que eu fizesse uma Escola Técnica. E como era professora do UNASP campus São Paulo, “sugeriu” que eu fosse lá estudar. Eu fui um pouco reticente no começo pois meus amigos permaneciam no antigo colégio. Mas nada poderia ter sido melhor. Lá eu tive um professor que teve um grande impacto em minha vida. Pastor Giliard Ferreira, que nos dava aula de religião de uma forma divertida e viva. E no 2º Colegial ele me convidou para estudar o Apocalipse. No fim do semestre só eu estava frequentando às aulas no horário oposto às aulas (eu estudava a tarde e o estudo bíblico era de manhã). Que dias foram aqueles! Como que um véu que se retirava sobre meus olhos, ou como uma realidade oculta que se descortinava a cada quarta feira, eu saía da sala de estudos com a certeza cada vez maior da realidade da verdade bíblica. As coisas passaram a fazer cada vez mais sentido e eu, no dia 26 de novembro de 2005 entreguei minha vida a Cristo por meio do batismo. Graças ao trabalho do Pr Giliard e de todas essas pessoas que foram instrumentos da Verdade. Graças ao Senhor que me chamou das trevas para sua gloriosa luz.


Trabalhei alguns anos como analista de sistemas. É uma área onde se faz coisas interessantes, uma área onde há muito emprego e ganha-se bem. Mas esse nunca foi meu sonho. Desde criança ouvi o chamado para ser “pescador de homens”. Entendi que “tudo o que não é eterno é eternamente inútil”. Vim então estudar teologia pra realizar um sonho: de poder ser para outros jovens, o que esse jovem pastor foi em minha vida.

Renan, Isabelle e Palloma
quiseram também entender o Apocalipse
Nada me dá mais prazer do que poder partilhar dessa alegria com crianças, adolescentes e jovens. E o Senhor já me concedeu o prazer de partilhar disso com vários amigos, Bárbara Almeida, Rafael Franscechetti, Palloma Mendonça, Isabelle Loraschi, Nath Castelo, Rafa Kenji... Isso só pra mencionar os alunos de ensino médio. Além de 40 jovens numa clínica de dependentes químicos, centenas de crianças nas diversas escolas cristãs de férias que ajudei a organizar. Ainda há tantos outros amados “filhos” espirituais dos quais tive a alegria de partilhar das Boas Novas e da breve vinda de Cristo Jesus. Não digo isso para minha glória, mas como estímulo a todo aquele que tem esse mesmo sonho.


Esse é meu sonho: De ensinar. Ensinar sobre esse assunto que, qual nenhum outro, tem o poder de transformar toda a vida daquele que entende e crê.

Escola Cristã de Férias

Se você deseja uma carreira sem muitas glórias humanas, mas de muita satisfação eu te faço esse chamado de vir comigo e transformar a vida de muitas crianças e jovens assim como essas tantas pessoas mencionadas acima transformaram a minha.


Babi e Rafa Kenji


Batismo do
Rafa Francescheeti