sexta-feira, 13 de junho de 2014

A Esposa do Pastor


O pastor é pago por seu trabalho e isso é justo. E se o Senhor dá à esposa da mesma maneira que ao marido, o encargo da obra, e ela dedica seu tempo e energias a visitar as famílias e expor-lhes as Escrituras, embora não lhe hajam sido impostas as mãos da ordenação, ela está realizando uma obra que pertence ao ramo do ministério. Deveria então seu trabalho ser reputado por nada? 


    Têm-se feito por vezes injustiça a mulheres que trabalham tão dedicadamente como seus maridos, e que são reconhecidas por Deus como necessárias à obra do ministério. O plano de pagar os obreiros homens,  e não pagar a suas esposas, as quais partilham de seus esforços, não é segundo o mandamento de Deus, e, caso seja seguido em nossas associações, é capaz de desanimar a nossas irmãs de se habilitarem para a obra em que se devem empenhar. Deus é um Deus de justiça, e se os pastores recebem pagamento por seu trabalho, as esposas, que se consagram à obra com igual desprendimento, devem ser pagas além do salário que os maridos recebem, mesmo que elas não o solicitem. 

    Os adventistas do sétimo dia não devem, de forma alguma, amesquinhar a obra da mulher. Se esta entrega seu serviço doméstico nas mãos de uma auxiliar fiel e prudente, e deixa seus filhos em boa guarda ao passo que ela se ocupa na obra, a associação deve ter a sabedoria de compreender a justiça de remunerá-la. 

    O Senhor tem uma obra para as mulheres, da mesma maneira que para os homens. Elas podem efetuar uma boa obra para Deus, caso aprendam primeiro na escola de Cristo a preciosa e todo importante lição da mansidão. Importa que não somente usem o nome de Cristo mas que Lhe possuam o Espírito. Importa que andem como Ele andou purificando a alma de tudo quanto contamine. Então serão de benefício aos outros, apresentando-lhes a completa suficiência de Jesus. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 404. Ou Obreiros Evangélicos pág 452 e 453