quinta-feira, 3 de abril de 2014

Recomeço - O Seminarista

Por Georges Homsi, Didio

Todo ano é feita a eleição do grupo que irá compor o Diretório Acadêmico Siegfried Kümpel (DASK).
E uma das propostas da equipe vencedora desse ano foi a reativação do jornal O Seminarista. Segue a primeira matéria, escrita por Georges Mora.

Novo formato de O Seminarista

Começar é sempre difícil. A iniciativa, projeto, trabalho da escola, aquela carta, sabe? O primeiro parágrafo de um periódico mensal dos estudantes de teologia. Talvez fosse bom se o começássemos com uma apresentação. Pois bem, vamos lá:



Olá, esse é o periódico mensal dos estudantes de teologia do UNASP-EC. Muito formal? Pouco? Dar-te-pressa em alçar a nau do Seminarista, eia! Eis o nosso jornal!
Seja como for, seja bem-vindo! Este espaço pertence a você, no qual circula toda notícia, rumor de notícia, fatos e previsões do universo FAT.

O Seminarista ergue-se da ânsia do estudante de conhecer o mundo que dança todos os dias ao seu redor, de escrever e ser lido, de respostas, do prazer encontrado nas palavras do professor amigo e próximo, do presente, do futuro. Nossos assuntos não serão aleatórios, mas também não serão regidos pelo rigor. Correspondentes das salas, Eventos Dask, nota dos professores, ideias, artigos, entrevistas, chamado, mulheres (AFAM), tudo é muito pertinente e digno de nota.

Seja pela sátira, propaganda, noticiado, acadêmico, o jornal dos estudantes é parte fundamental da história acadêmica do país. Desde os oitocentos, quando São Paulo não passava de uma pacata cidade, a sua Faculdade de Direito já reproduzia os primeiros jornalecos ainda bem incipientes. Hoje existe uma imensidão de possibilidades que nos dão toda sorte de noticiários por diferentes mídias, que versam desde igrejas evangélicas à páginas imobiliárias. Diante disse entendemos a importância sem par de registrar nosso cotidiano.


Registro. A nossa posteridade clama por ele. A dinâmica da  FAT não é pequena e cada vez menos pacata.
Para onde você vai nas conferências? Qual o pensamento do professor sobre determinado tema? O que aconteceu no terceiro Congresso de Teologia? O quarto anista e seu estado civil: um debate. A necessidade de registrar é inegável para que contemos os nossos dias, e encontremos um coração sábio.
Aquilo que é comum entre nós, nos torna diferente dos outros. Essa tensão entre o comum e o especial produz muito sobre a identidade de um grupo. Quem são essas pessoas que adoram passear em cemitérios – que se jogam das montanhas – que amam animais – natureza – carros – jogos- tecnologias; são fascinados pela história? O que te faz diferente dos outros, certamente será comum pra alguém.


Agora pense no seminarista. Aqui temos o Brasil em seis salas. Temos dezessete, vinte, trinta, cinquenta anos (sem referência). Somos quietos, polêmicos. Somos pobres, somos ricos. Como é que você vê o seminarista? Como é que você vê a sua sala, o seu curso? Uma vez aprendi que a identidade de um povo não está só relacionada como ele se vê, mas como os outros o veem. Como somos reconhecidos? Quem são eles que se vestem assim?  Do que eles tanto falam? Quem são os que abandonaram a vida para uma causa? Quem são aqueles que dedicaram o seu futuro ao Senhor e à Sua vontade? Quem são esses que confiam no chamado, suaram mais que o bastante nas campanhas para cumpri-lo? Você os conhece? Seguimos o caminho, e ninguém nos deterá, muito prazer nossos somos O Seminarista.