segunda-feira, 3 de março de 2014

Uma pretensa tentativa não-cafona de falar sobre chamado, colportagem e madrugadas

Para Lyndon A. Medina



Por Lucas Schultz

Ok, muito provavelmente essa não seja a melhor forma de se começar um texto. A ideia original era que eu contasse o meu chamado, ou algo do tipo. Eu espero estar fazendo isso da maneira correta, mas esses últimos dois anos foram um looping bastante inesperado e nauseante (talvez o texto fique igual, enjoativo).

Pra ser justo com você desde o início, acho interessante já deixar claro: jamais gostei da ideia de ser pastor.
Na verdade, num passado não muito distante, em que eu era um pouco mais infantil do que hoje, meu sonho era ser pastor. Brincava de pregar, batizar e até mesmo exorcizar. Eu achava graça nisso (garanto que você já teve alguns prazeres ridículos e culposos também). Eu cresci, porém, dividindo essa paixão com outras tantas paralelas. Bombeiro, arquiteto, jornalista e escritor. Sonhei com tudo isso.