segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Entrevista com pr Luiz Carlos de Araújo, presidente da APS

Enquanto eu colportava na cidade de Registro, tive a oportunidade de conversar com o pr Luiz Carlos de Araújo, presidente da Associação Paulista Sul da IASD. Ele esteve presente na IASD Vila Nova, no batismo das pessoas que conheceram a mensagem por meio a colportagem. Ele me concedeu alguns minutinhos para essa entrevista realizada no dia 1º de fevereiro.


Pr Luiz Carlos de Araújo



Tololife: Pr. Araújo, como foi sua carreira até chegar na presidência da APS? Qual foi o seu caminho?

Pr. Araújo: Bom, eu trabalhei na Associação Paulista Oeste durante 21 anos. Nesse período, dez anos foram como pastor distrital. Depois, fui departamental, acumulei a função de secretário com a ADRA e a Educação durante um período e depois presidente na Paulista Oeste por 4 anos. Então foi essa a minha trajetória para chegar na administração. Tem coisa que a gente não tem como explicar e Deus em algum momento me colocou nessa função administrativa na qual estou. Depois desse período, fui trabalhar 3 anos na Associação Paulista do Vale como presidente, aí fui nomeado secretário da União por um ano e depois desse período na União teve assembléia aqui na Paulista Sul e eu fui nomeado presidente e já é o 5º ano que estou por aqui.

T: Qual o maior desafio de ser presidente de Associação? Qual o maior desafio de liderar e fazer esse trabalho administrativo?

A: Olha, a administração tem os seus percalços, suas dificuldades, suas lutas, sem dúvida alguma. Mas a minha preocupação principal nesse período todo é ter a dependência de Deus para que Ele possa me usar com sabedoria para as decisões, para as soluções de conflitos e dificuldades que enfrento. Então, na minha visão esse é o maior desafio da liderança: ter uma íntima dependência com Deus onde eu possa ter condições de tomar decisões de maneira equilibrada, de maneira sábia, sem tentar prejudicar alguém ou qualquer entidade da igreja, não trabalhar para o meu interesse pessoal, mas pelo interesse da causa de Deus em primeiro lugar. Esse eu creio que é o maior desafio: não pensar no poder, na função, mas no fazer aquilo que é a vontade de Deus para a Igreja.

T: Qual a sua expectativa para um pastor que vai para o seu campo? O que ele precisa para receber o chamado para o seu campo?

A: Primeiro eu quero que esse pastor realmente tenha a certeza e a convicção do chamado de Deus para ser um pastor, poque se ele não tiver essa convicção ele vai ser apenas um profissional. E como profissional, ele pode até ir bem em algumas coisas, mas ele não consegue o principal, que é ter a vida espiritual para realmente fazer a diferença e causar impacto na vida das pessoas. Então esse pastor tem que ser um pastor chamado, convicto do chamado, um pastor espiritual, consagrado e um pastor comprometido. Comprometido com a família, comprometido com a igreja e comprometido com o evangelismo. Acho que são três coisas fundamentais na vida de um pastor. O resto ele vai aprender. Administração ele vai aprender, como fazer comissão ele vai aprender, como fazer evangelismo... mas ele precisa ter o comprometimento de que ele tem um chamado, uma responsabilidade. Muita gente hoje, infelizmente, acaba vindo pra igreja, vindo pra obra, vindo para o pastorado pensando apenas nos benefícios, nas vantagens, e não tem o foco na carência, na necessidade da igreja, nos problemas que vem como decorrência disso de que precisa ser uma pessoa espiritual.

T: Pastor, uma última pergunta. Como está a obra de Educação na sua Associação?

A: A área de educação na Paulista Sul tem sido uma benção, graças a Deus! Durante esse período [como presidente da APS], pude ver um crescimento não só financeiro ou de número de alunos, mas acho que um crescimento até em estratégias que foram implantadas que facilitaram a vida de diretores. Por exemplo, o processo de matrícula, que foi antecipado, algo que não acontecia aqui. A gente conseguiu colocar pastores com formação de teologia como capelães em todos os nossos colégios, isso é uma coisa muito boa também. A Educação Adventista teve uma fase na história em que ela dependia da igreja, estava nos fundos da igreja e hoje nós temos uma realidade diferente. Principalmente na Paulista Sul, a educação é muito grande. Nós temos 17.000 alunos, 18 unidades escolares, quase 1.200 funcionários. Então é realmente uma máquina, é uma empresa. Se você for comparar com uma empresa, é uma empresa muito grande, muito desafiadora, e a gente precisa cuidar muito para que a educação não perca o seu foco, o foco de salvação, o foco de que o que nós temos de alunos e pais não adventistas é realmente a prioridade nossa no sentido de salvar essas pessoas, levar Cristo a essas pessoas.