domingo, 5 de janeiro de 2014

Colportagem - Uma escola

Um colportor indo onde a Palavra não chegaria de outra forma


Aqueles que se estão preparando para o ministério, não se podem empenhar em outra ocupação que lhes dê tão ampla experiência como a colportagem. 
Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 550. 



Queridos, hoje estou indo colportar. Como vocês podem ler acima essa é a MELHOR escola de preparo para se lidar com pessoas, aprender a ter tato, real cortesia, traquejo, oratória, persistência e simpatia por todos. Se você realmente deseja fazer teologia essa deve ser uma experiência em sua vida!






Origem


Pedro Valdo
Os iniciadores da colportagem foram os valdenses, cuja passagem pela Europa, desde o fim do século XII em diante ficava marcada pelos edifícios de culto ou a estava do martírio.
Pedro Valdo, um rico comerciante católico, que vivia no sul da França, decidiu que a Bíblia e não a igreja deveria guiar a vida dos homens. Vendeu suas propriedades, deixou com sua família o dinheiro suficiente para toda a vida e dedicou o resto de sua fortuna aos pobres e à cópia de passagens das Escrituras.

Em 1183, o papa Lucio II o excomungou. As porções copiadas à mão foram distribuídas por seus seguidores, os valdenses, na maior parte dos países da Europa Ocidental. Devido à perseguição a que foram submetidos, os valdenses estabeleceram-se na região montanhosa do norte da Itália.
Nos Alpes, os valdenses tiveram centros de educação onde os jovens se preparavam. Eles mesmos escreviam porções da Palavra de Deus, que logo saíam a espalhar.

Entre eles, quem queria dedicar-se ao pastorado, tinha que passar primeiro três anos colportando em terras estrangeiras

A palavra colportor deriva do francês e significa levar no pescoço, referindo-se ao costume que tinham os valdenses de levar os escritos sagrados debaixo da roupa ou numa bolsa que pendia do pescoço.

Os colportores valdenses trabalhavam em duplas. Sempre um experiente com um mais jovem. Embora não estivessem sempre juntos, muitas vezes se reuniam para orar e aconselhar-se, fortalecendo-se assim mutuamente na fé.

Os valdenses disfarçavam-se de vendedores ambulantes, geralmente vendendo tecidos e jóias. Quando as pessoas demonstravam interesse em temas espirituais, eles ofereciam porções da Bíblia.
Um inquisidor os descreve como pessoas que viajavam de uma cidade para outra vendendo mercadorias para lograr entrada nas casas. Explica que ofereciam jóias, anéis, tecidos, véus e outros adornos.

Quando lhes perguntavam se tinham outras jóias, respondiam: "sim, temos jóias mais preciosas do que estas. Se prometerem não denunciar-nos vo-las mostraremos." Quando obtinham esta segurança os colportores prosseguiam:

"Temos uma pedra preciosa tão brilhante, que sua luz permite ver a Deus; e tão radiante, que pode acender o amor de Deus no coração de quem a possui..." 

Em seguida, tiravam debaixo da roupa alguma porção da Bíblia, a liam, explicavam e vendiam às pessoas.

Assim os valentes colportores valdenses deram origem a este método missionário, semeando a indestrutível Palavra de Deus, e preparando o caminho para a reforma... A colportagem atual é uma continuação dessa semeadura e dessa reforma, preparando o caminho para o regresso do Senhor.
(Trechos extraídos do livro Colportando com Sucesso de Almir Marroni)


Que o Senhor nos abençoe e nos capacite para essa missão. Ore por todos os colpotores que estão agora em campo.

Abraços!